Notícias, Província › 10/06/2015

Frei Rogério Soares fala sobre empreendedorismo paroquial

Em sua palestra frei Rogério falará sobre empreendedorismo paroquial como forma de contribuir para a evangelização.

A12 – Por que podemos considerar uma paróquia como um empreendimento?

Frei Rogério – É bom esclarecer de início que, quando uso a palavra empreendimento, não estou falando necessariamente de negócio. Dessa forma, a Paróquia é um empreendimento e precisa ser vista dessa forma, se não, estará fadada a minguar cada vez mais. Toda paróquia tem várias frentes de trabalhos e serviços, sejam eles pastorais, sociais, celebrações, atendimentos, relação com o público, serviços, gestão. Oferecemos muitas coisas e oferecemos aquilo que as pessoas estão em busca: paz, relação com Deus, escuta, acolhida, orientação, missas, sacramentos, entre outros. É necessário, portanto, fazer tudo isso com competência, qualidade e excelente organização; as pessoas merecem o melhor. Seguindo essa linha, encontramos no empreendedorismo as ferramentas e técnicas capazes de nos levar a essa excelência, nos atendimentos, na acolhida, na transparência, no dinamismo. Precisamos expandir e crescer, só assim o Reino de Deus acontece para mais e mais pessoas.

A12 – Quais pontos do empreendedorismo podem ser aplicados na prática da vida paroquial?

Frei Rogério – São vários os pontos. Quando eu fui pároco, por quatro anos, em Salvador – BA, pedi a dois consultores gabaritados, juntamente com uma religiosa, que preparassem a formação das lideranças da comunidade, e o resultado foi surpreendente. Eles adaptaram as técnicas de formação que eles davam nas empresas para nossa realidade paroquial, e a irmã deu o toque eclesial. Vejo o empreendedorismo quase como uma ciência, que nos oferece conhecimentos e competências aplicáveis a qualquer realidade. Toda paróquia precisa atrair mais crianças para a catequese, mais jovens para os grupos, mais fiéis para as missas, dar maior qualidade no atendimento na secretaria, promover missões, aprimorar o dízimo, realizar eventos de captação de recursos, evangelizar. Como fazer tudo isso bem feito? Respondo de experiência própria, o empreendedorismo tem muito a nos oferecer. Empreender, é fazer crescer, dar qualidade àquilo que se faz, ir mais longe, ter boa gestão, fazer planejamentos viáveis e práticos, comunicar-se bem, ser transparente. O povo merece o melhor!

A12 – Qual a importância de os padres, secretários paroquiais e agentes pastorais se instruírem sobre empreendedorismo? 

Frei Rogério – Nos dias de hoje é de suma importância, pois vivemos numa época de tantas ofertas no que diz respeito à religião, mesmo não querendo nos igualar a muitos, precisamos anunciar a Boa Nova com competência e eficiência. É exatamente isso que o empreendedorismo faz, busca a excelência por meio de conhecimentos, profissionais competentes e um conjunto de ações eficientes, em busca do resultado. Repito, não se trata de transformar nossa Paróquia num negócio, e nem devemos, mas fazer “crescer e multiplicar” o que é de Deus. Para escutar de Jesus um dia ‘Muito bem, servo bom e fiel! Foste fiel no pouco, muito confiarei em tuas mãos para administrar. Entra e participa da alegria do teu senhor!’(Mt 25,21)

A12 – Como o Conage pode contribuir para essa visão e aplicação do empreendedorismo nas paróquias?

Frei Rogério – O CONAGE veio para aproximar dois mundos, o empreendedorismo criativo a uma Igreja rica em espiritualidade e tradição. Veio para nos formar e nos capacitar na gestão e condução das nossas dioceses, paróquias, comunidades, colégios e casas religiosas. O CONAGE realiza, assim, um importante papel na vida da Igreja. Busca avizinhar os conceitos de boa gestão, qualidade nos serviços e organização financeira de uma Igreja renovada e em saída.

 

http://www.a12.com/noticias/detalhes/frei-rogerio-soares-fala-como-o-empreendedorismo-pode-contribuir-com-o-trabalho-paroquial

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